29.10.04

o cunho da consciência

De quem sou escravo hoje?
Questiono-me, sob o céu do meu tecto
A consciência pagã trouxe-me à questão
Que em vão questiono à minha consciência

A consciência, a mesma que me iluminou
Durante o prelúdio do ócio e da hipocrisia
Deixa-me – em vão – a questão
E certa está de não haver resposta

A questão que pende sobre mim
É resultado da frouxidão da carne
Que se deixou corromper pelo vil metal
O suborno do próximo
De quem tornei-me escravo

É a vida sobre o abismo estreito
Em volta de luxos como o leito
Por meio de bens que corrompem
Falam e mordem

A consciência, coitada
Nem ela reclamou existência
Nem eu, covarde...
Terá sido o pecado de origem
Havia já consciência?



por Willie Mays

1 Comments:

At 1:02 PM, Blogger Sacha said...

Altamente Willie.
Acho que aliás tens e temos aí um bom tema para desenvolver futuramente, seja em versos ou em prosas futuras.

 

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