11.10.04

a pluma do velho e as asas do leão

As minhas plumas não me adornam o corpo
Dizimam-me as capacidades motoras naturais
E privado me encontro, da liberdade do sonho

Os sinais nítidos, confundem-me os sentidos
Não sei se sonho ou realizo, nem o que vale
Um ou outro sentido

É, chegada a hora do vento, que se anuncia
A grande virtude do corpo e desfazem-se
Os preconceitos do tempo, que se arrastam
Pelo fluir do vento que surge com o tempo
Que nunca descansa, como eu e toda dor
Que resulta do prazer da experiência

Então a delícia é o prazer
A dor o resultado
O suor o efeito do acto
Que desata no calor do acto
Selvagem que anima o animal
Com todos os seus sentidos


por Willie Mays

1 Comments:

At 2:25 PM, Blogger Horácio said...

A experiência, os sentidos - o acto de criar e ser criado, a temporalidade no corpo.
Um grito de liberdade.
Quem disse que o parto era fácil?
A dor e o prazer de estar vivo; o suor no rosto. A coragem para "no fluir do tempo" continuar sonhar e a realizar a sua finitude.

Um abraço
Horácio

 

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