30.7.05

Richard Wright


Está no Père-Lachaise desde 1960 o homem das palavras que não me canso de reler e cuja importância não consigo descrever tão bem como ele merece. Daqui a uns dias, visitá-lo-ei na cidade do seu último exílio para ver se ainda por lá andam ecos das suas palavras-guia:
"to tell, to march, to fight, to create a sense of the hunger for life that gnaws in us all"
(in American Hunger)
Os ecos estão lá: no meio do vasto Père Lachaise, um turista oferece-me um mapa perante os meus olhos desorientados e no meio de milhares de pequenas gavetas de cinzas, lembro-me que as de Richard Wright se encontravam atrás de uma escada.
Os outros ecos também por lá andam, nas roupas a servir de pele aos que perderam a viagem de regresso.

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