16.12.05

Necessidade básica

Porque é que o amor aos filhos é descrito como total e incondicional
e
o amor aos homens e mulheres é tão cheio de limites, condições, negociações, medos, pruridos, avanços e recuos ...
?

14 Comments:

At 1:16 PM, Anonymous Anonymous said...

Porque os filhos fazem parte da solução.Os homens e mulheres são parte do problema.

 
At 1:40 PM, Blogger zeni said...

Porque os filhos são da nossa responsabilidade, são as nossas obras.

 
At 2:03 PM, Blogger E-clair said...

Anonymous,
Solução de quê? Todos fazemos parte do "problema", até os filhos, porque há-de o amor ser tão diferente?

Zeni,
e os homens e mulheres não são da nossa responsabilidade? Amamo os filhos fundamentalmente por serem ... (geneticamente?) nossos?

 
At 3:50 PM, Blogger zeni said...

A responsabilidade de ter um filho não se compara a outras responsabilidades. Damos a vida, física e a vida de criação, tão importante como a primeira.

 
At 5:20 PM, Blogger E-clair said...

Mesmo admitindo que é uma responsabilidade maior (e eu acho é que é mais premente, mais directa e mais envolvente da nossa vida), o amor sem limites advém da responsabilidade da educação e cuidados físicos e emocionais?

 
At 7:20 PM, Blogger cbs said...

Há a economia do amor, o amor é troca.
Talvez só o amor da mãe para com o filho (e não a inversa) é dádiva desinteressada... e nem sempre.

 
At 10:17 PM, Blogger E-clair said...

Só o de mãe é dádiva? O de pai não? E desinteressada não será: genes, bem-estar de quem se ama é o nosso bem-estar, sentimento de que alguém precisa mesmo de nós, etc

O amor é troca? Caricaturando um pouco: "Dá-me o teu e eu dou-te o meu"? Interessado é, de certeza, mas troca...não lhe chamo assim.

 
At 2:18 PM, Anonymous Anonymous said...

Continua, contudo, a ser uma troca.

 
At 10:37 PM, Blogger E-clair said...

Troca faz-me pensar em transacção, num "toma lá, dá cá" que cheira a condição, a negócio.

 
At 2:40 PM, Blogger E-clair said...

Só se for vontade de "troca de lugar" que, por ser impossível, provoca o embate maravilha algures durante o percurso.

 
At 9:26 PM, Blogger claudia said...

Isso é um cliché. A situação inversa também existe.

 
At 7:27 PM, Blogger Mauro said...

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At 7:27 PM, Blogger Mauro said...

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At 7:32 PM, Blogger Mauro said...

Além de muito boa, a pergunta é bem formulada: pois o amor entre pais e filhos é apenas DESCRITO como incondicional. Sempre foi do interesse das classes dominantes o controle da economia sexual, em culturas monogâmicas ou poligâmicas. O amor materno é, a julgar pela etologia animal, o mais instintivo. O paterno, apenas ocasional; o filial, uma necessidade vital dos recém-natos. Os humanos dependem de seus progenitores (ou responsáveis) durante muito mais tempo que qualquer outro animal. Mas toda forma de “amor”, a partir do momento em que deixa de ser mero instinto, passa a ser aprendido, inoculado, introjetado pelos aparelhos ideológicos de Estado. No caso das sociedades modernas, o objetivo é a manutenção da propriedade privada, por meio do mecanismo de herança. Em algumas comunidades “primitivas” as crianças são consideradas filhas de toda a comunidade, não de um determinado casal, o que implica em amores filial, paterno e materno totalmente diversos do padrão que nos parece tão “natural”.

 

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