10.2.06

Hoje li no "Abrupto" do Pacheco Pereira um texto sobre a polémica dos cartoons, em que ele aproveita para reforçar a idéia de que estamos todos numa guerra que ele julga ser entre a CIVILIZAÇÃO e a BARBÁRIE (quem são elas?). Interessou-me esta idéia:

"... não quero saber se houve intenção de ofender (e depois?), de fazer propaganda anti-islão (e depois?), de ser simplista na representação do "martírio" (e depois?), de rebaixar Maomé (e depois?) de associar o islão ao terrorismo (e depois? É proibido?). É acaso proibido representar Deus-pai como um velho lúbrico como faz Vilhena e Crumb, e Cristo como um alegre imbecil como fizeram os Monty Python? É que se não é para defender este direito de se exprimir no limite das nossas crenças, a liberdade não serve para nada. ".........

que me sugere o seguinte pensamento:

olhando para este mundo de 6.000 milhões de pessoas, parece-me perceptível que em reacção (à toda a acção, corresponde uma!), haveria os que se ririam e rebolariam com o humor dos cartoons (os "civilizados"?!), os que fariam uma reflexão séria e profunda sobre a mensagem implícita (os "civilizados pensadores"), os que não reagiriam ("civilizados passivos"?!), os que se indignariam silenciosamente ("serão civilizados"?!) e os que se indignariam com violência [a personificação da "barbárie"; os do outro lado da "linha ténue"...]. Será que eles (do outro lado da barricada) também "não querem saber"? será que também pensam: "e depois?".....pois é, estamos em guerra! vale tudo, não?