30.11.05

"star"

are you solid
are you solid as a rock
have you a strong foundation
or can your soul be bought
it ain't true that
everybody's got a price
i sing this song for everyone
who stands up for their rights

every brother is a star
every sister is a star
every brother is a star
every sister is a star

Sister Rosa, Malcom X & Dr. King
showed us we got power
showed what changes we could bring
to change society
you have gotta change the law
their bodies may be gone
but their spirits still live on

every brother is a star
every sister is a star
every brother is a star
every sister is a star


rebel souls
for the dreamers, rebel souls & future days
be brave & strong
keep keepin' on
be conscious in the chaos
the queen of England
there's no greater anarchist
one man's freedom fighter
is another's terrorist

every brother is a star
every sister is a star
every brother is a star
every sister is a star


music & lyrics by Primal Scream
from their 1997 Vanishing Point album

14.11.05

c&r

Dançar é deixar o corpo ouvir. Desatar a fazer movimentos previamente coreografados no tempo correcto é uma farsa triste; dançar é aceitar que é sempre tudo novo. É fazer regras só para depois as quebrar. É partilhar o poder e o ter numa conversa interminável.
Dançar é ser tod@ ouvidos e estar a braços com um problema insolúvel: querer ser a música!

12.11.05

Haiku imperfeito para memória futura

While you gather the ashes
Let me tell you the story
Of a summer night in spring

10.11.05

Cada vez mais penso que as noções construídas à volta da individualidade-"isolamento", do "sentimento de si", do "be yourSelf", etc... mascaram (ou aliviam) o inextricável emaranhado que é pertencer à espécie humana. Quando olho para mim dentro das minhas fronteiras vejo mais o Nós do que o Eu. Somos homenagem involuntária a tudo e a todos, quer queiramos quer não, para o bem ou para o mal.

Os Novos Punhos

You gotta FIGHT
for your RIGHT
to PARTYYY!

The Beastie Boys

7.11.05

Pac uva, muita parra, man ( Ou Pacman no mundo dos mandatários para a juventude)

Manuel Alegre, um candidato com quem simpatizo, escolheu para mandatário para a juventude o jovem errado. Porquê?

I
Porque é difícil perceber como é que, sendo Alegre um candidato que (1) fala de "valores de esquerda" e da "esquerda dos valores", (2) que tem reflectido de forma crítica e preocupada sobre com os caminhos da globalização (3) que apela a um “redescobrir” dos “valores” e de uma certa “alma” lusitana, escolhe para seu mandatário para a juventude alguém que faz publicidade do “BigMac”donalds. Com toda a simpatia que se possa ter por Pacman, a partir do momento em que é uma “voz da McDonalds”, devia deixa de poder ser uma “voz de Manuel Alegre”. Ou então há qualquer coisa que não bate certo e esta questão, que pode parecer menor, não é. Pelo menos para mim.

II
O debate dos mandatários da juventude, na sexta – feira no "Expresso da meia-noite", na SIC, veio confirmar o desacerto da escolha (erro de casting, como agora sói dizer-se): além desconforto nítido e de uma certa timidez (que até poderia ser benéfica), Pacman não foi capaz de dar uma resposta estruturada, convincente ou pelo menos convicta sobre o que quer que fosse. Revelou-se incapaz até em perguntas que deveriam ser simples, por ex. o que distingue Alegre dos outros candidatos de esquerda. Não conseguiu sair da retórica da “empatia com Alegre por causa da poesia” e visivelmente embaraçado chegou a dar justificações patéticas como “não posso comentar porque estive fora do país e só cheguei ontem”. Percebeu-se que Pacman não só não acompanha o debate político nacional como não é alguém que esteja habituado a fazer algum tipo de reflexão política (pelo menos uma que seja estruturada). Está no seu direito, mas então não deveria aceitar o convite de Alegre. Convite que por sua vez Alegre não devia ter feito.

A noite na sic correu tão mal a pacman que a determinada altura conseguiu-se mesmo descortinar um esforço por parte dos outros mandatários para evitar ir por questões que pudessem merecer uma réplica por parte do representante de Alegre. É que não tem piada nenhuma bater no “ceguinho”. Sobretudo se o “ceguinho” até é um jovem porreiro, mandatário de um candidato de esquerda. Fosse o “ceguinho”, de direita e teria – não tenho nenhuma dúvida - saído trucidado do debate.

Da parte dos outros mandatários Joana Amaral Dias esteve igual a ela mesma: acutilante, esclarecida e esclarecedora. Sem novidade. Novidade que também não podia haver por parte do jovem escolhido por Jerónimo: os jovens do PCP costumam estar preparados para o debate político. A surpresa, para mim, foi mesmo mandatário de Loucã, que sendo alguém com um perfil aparentemente semelhante ao de Pacman – Músico e sem presença contínua e comprometida na vida política – conseguiu ter uma argumentação bastante sólida e levantar perguntas muito pertinentes. Por último uma pergunta para a ausente Cátia Guerreiro, mandataria da juventude de Cavaco, que se recusou a comparecer no debate. Será que não quis fazer de “pacwomen” (antes ausente que a fazer figuras tristes) ou que antes preferiu mostrar rapidez na assimilação das lições de silêncio e altivez do mestre?

Deste debate a candidatura de Alegre saiu a perder duplamente: (1º) Porque o seu mandatário perdeu para todos os outros, mesmo para a mandatária ausente. (2º) Porque passa a ideia – injusta, espero – que Alegre acha que a juventude portuguesa, não sendo totalmente frívola, é muito "superficialzinha" pelo por isso basta um mandatário que é uma imagem com pouco conteúdo.

Por muita simpatia que tenha pela candidatura de Alegre devo dizer que Soares fez uma escolha melhor: transmite a imagem de maior seriedade e rigor, bem como maior consideração pelos jovens. Louçã, por sua vez, parece ter conseguido o melhor dos dois mundos: mediatismo e contéudo. Fica a interrogação sobre a ordem de prioridades: conteúdo com mediatismo ou mediatismo com conteúdo.

6.11.05

Sem Título, Com Destinatário

acordo com o sol impertinente
ou com um braço que se tornou esquina fria
a cama que ainda há pouco tinha sido onda, montanha e vale
é agora um rectângulo estúpido e banal
descrevo o resto do dia a mim mesmo
e abro os olhos em pânico frio
já tudo perdido antes das 9 a.m.
doi-me o corpo de não amar
doi-me a luz que teima em entrar
como se o sol existisse fora de mim
anoitece e já penso no acordar
se um dia viajei pela sombra do teu olhar
desculpa-me, estava distraído


4.11.05

Vejam lá

se não morrem antes de ouvir bem junto aos ouvidos o Sexteto Mayor a tocar um "Paris Otoñal" incendiário! O compositor chamava-se José "Pepe" Libertella, e com um apelido assim, estoy segura que sigue bandoneando hasta la luz!

Atear (v.t.)

Bem assadas, junto de um vinho velho e doce e abertas a quatro mãos dão umas belas cinzas...

Phénix, c'est quoi ça? Bah!

Das cinzas dos subúrbios parisienses renascerá alguma coisa?