6.11.06

Uma Explicação

É facil constatar que está blog tem estado tão inactivo que, em termos prácticos, está mesmo desactivado. Tal deve-se a razões profissionais e pessoais dos membros. Talvez por razões afectivas ainda não tenhamos decidido crema-lo e deitar as suas cinzas para o cyberspace.
Enquanto tal não acontece ele vai teimosamente mantendo as mínimas funções vitais ligado ao ventilador da difusão do bom som da KCSM Jazz radio.

10.8.06

Sines

A edição que terminou do Festival de Músicas do Mundo em Sines foi provavelmente a maior na história do festival; mais de 24 concertos divididos pelos três palcos do festival, com uma cifra de espectadores a rondar os 50.000, entre 21 a 29 de Julho.
Este ano o festival começou gratuito nos primeiros quatro dias, no palco adicional em Porto Covo, por onde passaram músicos consagrados como o brasileiro Francis Hime (com uma biografia repleta de êxitos a solo e em parceria com outros nomes importantes da MPB) ou a jovem intérprete cabo-verdiana Mayra Andrade, de apenas 20 anos e com apenas um disco no mercado. No dia 26, o festival passou para a cidade de Sines, na Avenida da Praia, onde se destaca a actuação do rapper somali K’Naan, pela primeira vez no festival, que conseguiu cativar a atenção da audiência com a sua música e versos sobre paz e amor, a situação na Somália em particular, a situação em África e no resto do mundo.
Nos dias 27, 28 e 29 o festival ganhou uma dinâmica diferente, com o concerto a solo do sul-africano Vusi Mahlasela
(dia 27) no palco na Av. da Praia e com os primeiros concertos no Castelo. Os portugueses Gaiteiros de Lisboa inauguraram o palco principal, onde apresentaram o último álbum, Sátiro, num espectáculo medíocre. Seguiram-se o trio Rabih Abou-Khalil & Joachim Kühn, liderado pelo libanês Rabih Abou-Khalil e o som único do seu alaúde, acompanhado pelo piano do alemão Joachim Kühn e pelo percussionista americano Jarrod Cagwin, ovacionados pelo público; o maliano Toumani Diabaté com a sua harpa de 21 cordas (kora) e a Symmetric Orchestra (constituída por músicos do antigo império Mandinga: Mali, Burkina-Faso, Guiné Equatorial e Senegal) e a fechar a noite, na Av. da Praia, a banda finlandesa de rock sinfónico Alamaailman Vasarat e os seus violinos distorcidos a substituírem as tradicionais guitarras eléctricas; ambas apresentações muito a quem do esperado.
O dia 28 começou à tarde, na Av. da Praia, com uma apresentação de excelência por parte do músico senegalês Nuru Kane, acompanhado pelos marroquinos Bayefall Gnawa, num ritmo transe, proveniente de irmandades muçulmanas descendentes de escravos negros trazidos da África Ocidental para Marrocos. A abrir a noite no castelo esteve a iraquiana Farida e a Iraqui Maqam Ensemble, seguidos pelo trio jazz americano The Bad Plus, com composições originais e covers de bandas variadas que vão desde o jazz ao pop, do hip-hop ao rock, num acto bem conseguido apesar da inquietude na plateia. O percussionista indiano Trilok Gurtu fechou a noite no castelo, numa apresentação que marcou um regresso às origens, acompanhado pelos The Misra Brothers, mestres do khylal, uma forma de canto improvisado mediado por múltiplas vozes e acompanhado por instrumentos tradicionais indianos. A noite foi dada por terminada somente após, talvez, a actuação mais esperada do dia, um dos nomes de cartaz e o primeiro acto afro-beat na agenda do festival; Tony Allen, grátis, na Av. da Praia. Apesar da sua carreira multifacetada em termos rítmicos (após a participação na criação do ritmo afro-beat no final dos anos 60, junto a Fela Kuti e a prossecução de carreira a solo desde 1979), assistiu-se a um Tony Allen meio conservador, com números conhecidos, mas essencialmente afro-beat, o homem na base do tempo na afro-beat, um concerto ainda assim a não esquecer.
O último dia do festival teve uma surpresa agradável, proveniente do Sahara Ocidental Mariam Hassan, no palco na praia, a começar o dia. Encantou o público com a sua voz cativante e pela companhia de excelentes músicos. A noite começou no castelo com mais uma banda finlandesa, liderada por um trio feminino, Värttinä. Cantaram contos de fadas, bruxas e elfos, numa apresentação acentuada pela disposição e atitude da banda em palco, o espectáculo, do que a música em si. Os brasileiros Cordel do Fogo Encantado, mostraram menos influência sertaneja do que era de esperar, essa influência foi quase nula tanto na música como no contexto das letras. O festival foi encerrado no castelo entre a introdução/apresentação do ritmo afro-beat pelos Egypt 80 (ex-Africa 70, banda fundada e liderada até a morte por Fela Kuti) e fogo de artifício sincronizado a anunciar o fim de mais um FMM de Sines, antes que se apresenta-se Seun Kuti, actual vocalista, saxofonista, da banda e intérprete das composições do pai. Com 23 anos apenas, tem vindo nos últimos tempos a apresentar ao mundo, acompanhado pelos Egypt 80, o legado do pai. Um concerto único, com uma agradável surpresa, a subida ao palco de Tony Allen, para dois números junto aos seus ex-colegas e da banda que ajudou a criar, em conjunto com Fela.
O Festival terminou na Av. da Praia com o búlgaro Ivo Papasov & His Wedding Band e a sua música para casamentos.

3.4.06

paralelos

A propósito de emigrantes ilegais e refugiados políticos e de como a perspectiva pode mudar dependendo de quem é o "estrangeiro" nós ou os outros lembrei-me de uma das curtas de Ambrose Bierce:

Um paralelo radical

Alguns Cristãos Brancos, intentando expulsar os Pagãos Chineses de uma cidade norte-americana, encontraram um periódico publicado em Pequim e compeliram uma das vítimas a traduzir o editorial. Este consistia num apelo às gentes da província de Pang Ki para que expulsassem os demónios estrangeiros da região, queimando ao mesmo tempo as suas residências e igrejas. Uma tal evidência da barbárie mongol enfureceu tanto os Cristãos Brancos que estes decidiram levar por diante o seu propósito inicial.


Ambrose Bierce , Esopo emendado e outras fábulas fantásticas, trad de Fernando Gonçalves, Antígona

18.3.06

"POR DENTRO"

RESSONÂNCIA - A PONTE QUE CAIU


Conta a lenda que um regimento de Napoleão entrou marchando em uma ponte e a freqüência do compasso da marcha, por azar, coincidiu com a freqüência natural de vibração da ponte. Deu-se a ressonância, a ponte passou a oscilar com grande amplitude e desabou. A partir desse desastre os soldados passaram a quebrar o passo sempre que atravessam alguma ponte.
Esse caso pode ser só lenda, mas, uma ponte nos Estados Unidos desabou quando entrou em ressonância com o vento. A ponte sobre o Estreito de Tacoma, logo após ser liberada ao tráfego, começou a balançar sempre que o vento soprava um pouco mais forte. No dia 7 de Novembro de 1940 aconteceu a ressonância. Inicialmente, a ponte começou a vibrar em modos longitudinais, isto é, ao longo de seu comprimento. Até aí, tudo bem. Mas, logo apareceram os chamados "modos torsionais", nos quais a ponte balançava para os lados, se torcendo toda. Na ressonância, a amplitude desses modos torsionais aumentou de tal forma que a ponte desabou.
Um estádio de futebol deve ser construído levando em conta a "vibração" das torcidas. Se todo mundo começar a pular e bater os pés pode surgir uma ressonância com as estruturas das arquibancadas e acontecer uma tragédia. Quando você for ao estádio lembre disso. Se notar que a estrutura está balançando anormalmente mande a turma toda parar de vibrar imediatamente. A galera, sabendo que você é um entendido em matéria de ressonância, logo atenderá seu aviso. Se não, dê o fora de mansinho.

fONTE: SEARA DA CIÊNCIA

6.3.06

abismo

os bolsos são buracos vazios, sem luz e sem certeza
como o prato que espera pela comida
são lugares sombrios onde se escondem o medo que temos nas mãos
onde se escondem a solidão e as mãos que tremem ao vento lá fora
apavora o facto de que toda a ignorância criada caiba nas palmas das mãos
que a existência seja ignorância; que seja palpável, de todo subjugável e que tenha sido forjada em papel, pelas mãos dos homens
nas minhas mãos somente o vazio da ignorância
todavia, prefiro as mãos vazias, ao frio que as tenta lá fora


por Willie Mays

10.2.06

Hoje li no "Abrupto" do Pacheco Pereira um texto sobre a polémica dos cartoons, em que ele aproveita para reforçar a idéia de que estamos todos numa guerra que ele julga ser entre a CIVILIZAÇÃO e a BARBÁRIE (quem são elas?). Interessou-me esta idéia:

"... não quero saber se houve intenção de ofender (e depois?), de fazer propaganda anti-islão (e depois?), de ser simplista na representação do "martírio" (e depois?), de rebaixar Maomé (e depois?) de associar o islão ao terrorismo (e depois? É proibido?). É acaso proibido representar Deus-pai como um velho lúbrico como faz Vilhena e Crumb, e Cristo como um alegre imbecil como fizeram os Monty Python? É que se não é para defender este direito de se exprimir no limite das nossas crenças, a liberdade não serve para nada. ".........

que me sugere o seguinte pensamento:

olhando para este mundo de 6.000 milhões de pessoas, parece-me perceptível que em reacção (à toda a acção, corresponde uma!), haveria os que se ririam e rebolariam com o humor dos cartoons (os "civilizados"?!), os que fariam uma reflexão séria e profunda sobre a mensagem implícita (os "civilizados pensadores"), os que não reagiriam ("civilizados passivos"?!), os que se indignariam silenciosamente ("serão civilizados"?!) e os que se indignariam com violência [a personificação da "barbárie"; os do outro lado da "linha ténue"...]. Será que eles (do outro lado da barricada) também "não querem saber"? será que também pensam: "e depois?".....pois é, estamos em guerra! vale tudo, não?

20.1.06

vou por aqui

a escrita é como a música
tem ritmo, tem tempo, tem som
tem tudo

ritmo é tudo
ritmo é tempo
ritmo é vida
ritmo é música

pensar tem ritmo, tem tempo
tem tudo

quero ritmo
quero tempo
quero música


por Willie Mays

3.1.06

a fala da puta

“Eu sou puta, moço. Sou puta”
- Chico Buarque


deixem-me em paz que eu sou puta
este é o meu lugar por mero direito
acorrentada à rua
daqui saio jamais

sou de quem me procura e me consome
a este bocado de carne que sou, por mero direito
o meu valor é nesta esquina
sou puta, moço

anda, não custa nada, basta um instante
esta esquina é o meu destino por mero direito
sou puta, deixem-me em paz



por Willie Mays

25.12.05

Para o Sacha

Há o passo que se acerta no tempo
Syncopation is creation
E a voz que se modula em escala
If you listen, then I got you
(now, who said that?)
Há ladeiras, túneis e arcadas secretas
Where is this place?
E o mar que espreita de dentro
The fish carry songs inside
and the songs bring me to the sea
E a terra que é chão redondo
Who knows but that, on the lower frequencies, I speak for you?
(now, who said this?)

"Tu Vas Me Manquer"

Sentimo-nos embaladas, eu e a E-clair, e estamos de partida em busca da origem do mistério que ouvimos quando Salif Keita cria.
Nous cherchons toujours le sens et l'amour.
Temos "Moriba" a impelir-nos.
Há que ir.

22.12.05

Oficina

"As pessoas escrevem mal porque ficam assustadas com as palavras", diz Ademar Ferreira dos Santos.
Eu pergunto: o que é escrever mal? E, sim, as palavras assustam. E como! E... como? Há o desespero da disléxica, do rapaz de 13 anos a quem foi dito que "houvesse" e "ouve-se" são coisas bem diferentes, da camponesa que nunca aprendeu a ler, da poeta local que suspeita ser nula mas sonha com a reverência, do adulto que nunca sentiu baque nenhum com palavra alguma, do vendedor que se esconde atrás de frases-feitas e comprovadas, de quem ama e não sabe dizê-lo, de quem não ama porque nunca soube dizê-lo, de quem não escreve porque não lê e de quem não sabe pensar de onde lhe vem o desespero.
E há ainda quem se sinta afogad@ n'Elas, mas elas não são mar, ou são?

21.12.05

The colour you see
is the charcoal fiery me
that comes with winter

Finalmente, o Inverno!

19.12.05

Master Pieces


Soir Bleu,
Edward Hopper

16.12.05

Bicadas Presidenciais III

Monólogo do Professor Doutor Cavaco Sebastião ( com uma pequena interrupção do Deputado Economista Francisco), .

ProfessorCavaco Sebastião, falando para todas as estações radiofónicas e televisivas:

Portugueses, Os portugueses sabem....O Cavaco é bom. O Cavaco não faz mal. O Cavaco faz o bem. Antigamente o Cavaco raramente tinha dúvidas e nunca se enganava, agora há um upgrade: O Cavaco agora nunca tem dúvidas e raramente se engana.
Eles falam mal do Cavaco, porque não tem melhores argumentos. O Cavaco não diz nada porque não precisa argumentar com eles. Para quê? Os portugueses já sabem. Os portugueses não se deixam convencer. Os portugueses já estão convencidos: o Cavaco é bom. O Cavaco conhece os jovens , o Cavaco dá aulas , o Cavaco conhece as jovens, o cavaco dá aulas. O Cavaco sabe: Sabe quais são os anseios da juventude, mas também sabe quais são os anseios da meia idade, e também os anseios dos idosos. E todos sabem: O Cavaco é que vai desbloquear. O Cavaco é uma força. Uma força de desbloqueio. O Cavaco é um força bruta de desbloqueio. Como diz a juventude: o Cavaco parte a loiça toda. Mas lá em casa o cavaco é um bom chefe de família e por isso não parte loiça nenhuma porque é feio. Os adversários do Cavaco são feios pois são políticos profissionais e todos nós sabemos o que isso significa . Já o Cavaco, é bonito, porque não é politíco profissional, é professor e dá aulas.

Deputado Economista Francisco, interrompendo: Eu também dou aulas

Professor Cavaco Sebastião: Oh meu amigo, vá mas é pichar as paredes da Universidade Nova. Deixe o Cavaco sossegado a falar aos portugueses. Os portugueses querem o cavaco.


Portugueses em coro: Acha que sim? Acha que sim?

Bicadas Presidenciais II

Balzacquiana Judite: ...então mas e quais são diferenças? Quero.... perdão, digo: os portugueses querem saber as diferenças entre vocês. A China, a União Soviética, a Europa, o referendo ao aborto, a legalização da prostituição?

Deputado Economista Francisco : Bem, com sinceridade, a maior diferença desapareceu quando chegamos aqui ao estúdio. E é sobre si. Veja bem Judite: Eu sempre achei que o sua inteligência e talento estão... como direi? .... desperiçados entrevistando políticos . A Judite harmoniza-se mais com programas de entretenimento e variedades, onde poderia ter maiores audiências, já que por descompensação tem muito pouco para entreter os nossos olhos, se é que me entende. Aliás, no que ao resultado do emparelhamento de cromossomas X diz respeito, está bem abaixo da média europeia. Ora, o deputado Camarada Jerónimo estava em desacordo comigo, mas quero notar, para que não me acusem de não ser rigoroso, que hoje dia 15 de novembro de 2005 o Deputado Camarada Jerónimo deu-me razão.

Deputado Camarada Jerónimo: Estou de acordo com o grilo falan...quer dizer com Deputado Economista Francisco. Diria mesmo mais, a Balzacquiana Judite está bem abaixo da média ibérica. ( pensando para consigo: Judite, Judite, continue com esse tipo de atitude e essas perguntas ridículas e vai ver o que vamos dizer de si na próxima festa do avante! )

Bicadas Presidenciais I

-Dr. Mário: Este relógio está bom? Acho que estão-me a roubar minutos

-Dr. jornalista, escritor comentar político e desportivo, Miguel: O senhor dr.Mario já gastou mais dois minutos que o Dr.Manel, e além do mais aqui tudo funciona. (pensando para consigo: Só mesmo os vossos argumentos é que não)

-Dr.Mário: Bem então vou ter de me calar.... ou então, oh Manel dá-me aí uns minutos, pá

-Dr.Manel: estão a ver ? estão a ver? não quer renovar, quer perpetuar-se. A constituição não me obriga a dar-te minutos nenhuns. Queres minutos? Pede-os ao Coelho lá na quadratura do triângulo das bermudas

-Dr.Mário: não sejas egoísta, Pá. Tu não trazes ideias novas, dizes banalidades e eu é que preciso de tempo para falar do Cavaco, já que tu não o fazes.... Eu já disse, não dormirei descansado

-Desgraça Constante: Ele tem ideias novas, Ele tem ideias novas, uma delas é....

-Dr.Manel: Desgraça, deixe-me responder: Todas a gente sabe que se há alguém que dorme em todas e quaisquer circunstâncias é o dr. Mário.

-Desgraça Constante: O que tem a dizer a isto Dr.Mário?

-Dr.Mário: Oh Manel, a tua posição é confusa, o quadrado é confuso e sem ofensa, mas és um egocêntrico inexperiente.

-Desgraça Constante: Dr. Manel, O que tem a dizer? O que fará se o dr.Mário insistir nestas acusações?

-Dr. Manel : posso fazer uma carta a Assembleia da Republica, um comunicado a Nação, convocar o primeiro ministro, ou simplesmente vetar a acusação e manda-la para o tribunal constitucional, ou se calhar pela ordem inversa... Mas por enquanto apenas direi que o Dr.Mário tem tiques monárquicos e uma tosse que é insuportável.

A ler

Sobre a batuta dos jornalistas medíocres - na "fonte do horácio".



Exemplos concretos do que o Horácio fala:

(1) O que o guru Ma(0)ioral dos média portugueses publicou ontem n´O público. O homem acha que a sua zurrapa corrosiva em formato de artigo, destilado a partir do álcool da altivez do seu pseudocientifismo era algo que poderia ser enriquecedor para a reflexão política. No que a arrogância diz respeito, como não tem espelhos em casa, está sempre com o dedo apontado a procura do sua imagem reflectida nos outros.

(2) dois entrevistadores do canal publico de televisão entenderam- talvez para esconder as suas próprias deficiências intelectuais - que a melhor maneira de guiar um debate entre dois candidatos a presidência, deputados da nação, era, num tom omnipresente de displicência, começar com perguntas ofensivas e terminar com esboços caricaturais. Pelo meio a obcessão sobre " as diferenças". Como eleitor e espectador senti vontade de interpelar os desengonçados para lhes dizer que a percepção das diferenças estava- por uma questão de sensibilidade, perspicácia e inteligência - difinitivamente fora do seu alcance.


E ainda dizem que os políticos é que não prestam.

Necessidade básica

Porque é que o amor aos filhos é descrito como total e incondicional
e
o amor aos homens e mulheres é tão cheio de limites, condições, negociações, medos, pruridos, avanços e recuos ...
?

15.12.05

na ponta do corno do morcego

a dor da existência é resultado da falta de identidade do indivíduo. a depressão é imposta - no escuro - pelo estado, na indiferença da sociedade. o prato e a comida. o voto no escuro. a solidão é a condição única do indivíduo; o berço ou leito. não sou nem mais nem menos que um incógnito no corno do morcego desequilibrado. sem azimute.
por Willie Mays

Tremer como a terra e avançar como o mar

14.12.05

"the deadly finger"


well, well, so you are an upright person, you love peace and quiet, law and order... you have worked over twenty years with the same company, your boss likes you, you have never been criticized, never any complaints... you play cards, you read the Neue Zürcher Zeitung, believe in God and belong to the shooting club… you’re a lieutenant in the army!... about time you were bumped off!
The Deadly Finger
comic from Hotcha, Switzerland, 1970. © Antonholz Portman.

13.12.05

Chorinho Bom


O de Paulinho da Viola em "Roendo as Unhas":
meu samba não se importa se eu não faço rima
se pego na viola e ela desafina
meu samba não se importa ...
se dou meu coração, assim sem disciplina

Sambemos, um bocadinho... até porque "meu samba não se importa se desapareço", diz o Paulinho...

9.12.05

Ao Centro

I am a wanderer in most of my dreams, and in none that I can remember have I found my way home. ... But perhaps there is a place I have not yet imagined where exiles and strangers gather ... who out of necessity make the effort to rename what it means to belong.
Jane Lazarre

8.12.05

Perigo! Risco de Queda Profunda!

No corpo visível, pode ler-se:


Há o perigo de um grito lindíssimo
quando andas assim comigo no invisível

Já nada pode ser igual depois destas palavras de Mário Cesariny.

(tinha posto os versos em "small" mas não adiantou -- vale mais ser honesta)